Skip to content

Drops | Desafios + Jogados em Janeiro

E aí, galera. Beleza?

Pra quem não me conhece ainda, meu nome é Renato Simões e eu sou o host do Podcast Jogo Rápido, que tem a proposta de falar sobre jogos com duração menor que 45 minutos. Basicamente, eu falo sobre fillers e os jogos que ultrapassam um pouquinho a duração dos fillers. Confere os episódios e você vai poder saber se gosta ou não do conteúdo.

Desde que comecei no hobby, 2018 é o primeiro ano em que me propus alguns desafios daqueles clássicos propostos no BGG. Como no ano passado eu joguei menos do que gostaria, os desafios são uma forma de me manter sempre buscando jogar jogos novos e também fazer os jogos da coleção verem mais mesa.

Eu me propus, então, 3 desafios:

100Nx1 – Neste desafio a proposta é conhecer jogos novos. A ideia é garantir ao menos 1 partida de 100 jogos diferentes e que você não conhecia anteriormente. Hoje tá assim: 11/100

200×1 – Este desafio é um pouco diferente do anterior. Nele não importa se você já havia jogado o jogo ou não. A ideia é jogar ao menos 1 partida de 200 jogos diferentes durante o ano. Se eu houver cumprido o desafio dos 100Nx1, vou ter cumprido 50% desse desafio, ao menos. Hoje, tá assim: 20/200

10×10 – Esse é o desafio que eu acredito que irá me desafiar mais. Jogar 10 partidas de 10 jogos previamente definidos. Eu demorei, mas defini a lista dos jogos que quero jogar ao menos 10 vezes este ano. Segue abaixo:

Piratas! – 2/10
Ricochet – 1/10
Bloodborne – 2/10
Potion Explosion – 0/10
Codinomes – 3/10
Azul – 0/10
Trick of the rails – 0/10
Tsukiji – 0/10
Kanagawa – 0/10
Mexica – 0/10

É, eu ainda tô engatinhando nesse e acho que vai ser muito desafiador cumprí-lo. a minha ideia atual é fechar fevereiro com ao menos 3 jogos com 5 partidas ou mais. Codinomes é mais fácil, por ser um party game rápido. Alguns são especialmente desafiadores: Tsukiji, que ainda nem foi lançado e Azul, que ainda não foi lançado no Brasil e eu não tenho uma cópia. Deixa aí embaixo os desafios que você aceitou e como vem sendo o cumprimento deles.

Bom, mas isso aqui é uma lista, certo? Certo. Vou montar uma lista dos jogos que joguei no mês e falar brevemente de cada um deles. Espero que gostem.

Puerto Rico

O clássico. Puerto Rico é, há algum tempo, um dos meus jogos favoritos. Eu, que não sou muito o cara dos euros, tenho neste grande jogo um dos meus 5 jogos favoritos de todos os tempos. Eu adoro o jogo e quero mantê-lo sempre na coleção, vendo mesa ao menos 2 vezes por ano.

Kingdom Roll

Pronto, o primeiro ponto polêmico da lista: um jogo que ainda nem foi publicado, conta? Eu decidi que sim, nestes desafios eles contarão. Kingdom Roll é um jogo de minha autoria que será publicado ainda este ano, via financiamento coletivo. É um jogo de dice placement com stock market e poderes variados. A ideia é que você é um herói e deve, ao lado de outros heróis, retomar as torres do reino que foram invadidas por goblins. Porém, os heróis disputam entre si para ver quem é mais competente na missão de livrar as torres dos malditos goblins. Com duração de 1h, aproximadamente, é um jogo que tem agradado bastante nos testes e já está em fase final.

A opinião sobre o jogo não darei por motivos óbvios.

Würfelwurst

Würfelwurst ou “O jogo da salsicha”. Nesse Dice game os jogadores disputam para ver quem consegue pontuar mais. O jogo é constituído de 8 dados, 4 dados de animal e 4 dados de multiplicadores. O jogador rola os dados e tem que manter, a cada rolagem, ao menos um resultado para si, o restante ele re-rola. A pontuação funciona da seguinte forma: o menor número que você tirou nos dados multiplicadores (suponhamos que tenha sido 3) X (multiplicado) pelo número de faces do animal que você escolher (suponhamos que tenham sido 3 formigas). 3 x 3 = 9 pontos. Só que aí entra a questão: você só pode pontuar cada animal 1 x, então, na próxima, as formigas não poderão mais ser pontuadas.

Mas e a salsicha, onde entra? Tirando a parte da piada, as salsichas substituem o número “1” dos dados multiplicadores. Só que se você tirar salsicha nos 4 dados, elas valerão como um 7, portanto, você multiplicaria o animal escolhido por 7, provavelmente pontuando mais.

O jogo é interessante, mas tem um pouco daquilo de “Overstays its welcome”, ou seja, dura um pouco mais do que deveria. As decisões são legais e multiplicar salsichas por animais diferentes é um tanto quanto curioso. É legal, foi baratinho, mas não fica na coleção.

Lembrando que este é um jogo do casal 20 do mundo dos BGs Inka Brand e Markus Brand, os autores de Village, da série Exit, dentre outros.

Codinomes

Codinomes é, para mim, o melhor party game do premiadíssimo e super-versátil Vlaada Chvátil. Não só isso, ele talvez seja o party game número 1 da minha lista. Excelente, inteligente, bom pra grupos grandes, grupos médios e até grupos normais de 4 jogadores. Em 2016 ele foi o jogo mais jogado por aqui, com mais de 150 partidas. Em 2017 perdeu o gás e não viu tanta mesa. 2018 debutou bem e imagino que já na média do que será esse jogo no futuro… 2, 3 partidas por mês e uma excelente alternativa para eventos familiares.

Coup

Coup é, sem dúvida alguma, um dos jogos mais bem sucedidos no mercado nacional. O jogo que já até ganhou alguns minutos de fama no Big Brother Brasil, sob a alcunha de “Golpinho”, é uma excelente opção para iniciar uma noite de jogos, jogar sem compromisso com os amigos e proporcionar certas risadas. Também é possível passar um pouco de raiva com ele hahaha. Foram 10 partidas e esse é o único problema do jogo: pode ver mesa até demais hahahaha um jogo sólido e que tem uma versão brasileira primorosa.

The Resistance

Passei todo 2017 sem jogar uma só partida de The Resistance. Confesso que já estava meio cansado da proposta do jogo. Porém, 2018 começou com uma joga em um grupo diferente, que adora o jogo. Eu topei e jogamos com a expansão “Identidade Secreta”. O jogo se transforma bastante mas não perde a essência. Fica um pouco mais burocrático, mas também um pouco mais desafiador. É legal e a mudança dá nova vida. Foram 4 partidas seguidas.

Bloodborne: The Card Game

O queridinho nesse início de ano. Eu não conheço a série de videogame e não tenho nenhum motivo especial pra gostar tanto do jogo, mas o fato é que eu gostei demais. Semi-coop com bastante take that e uma gestão de mão bem gostosa. O jogo tem bastante interação e, para um semi-coop, consegue entregar muito bem a ideia de jogadores competindo, mesmo quando destruindo alguma coisa.

Excelente, produção digna da CMON e um jogo super-gostoso de jogar. Eu, particularmente, achei a arte muito feia, mas mais por questão de gosto, mesmo.

Piratas! – 2ª Edição

Esse é até injusto comentar. Jogo de design meu e de um amigo que é meu queridinho. Pra quem não conhece, é um Take That bem simples e que ganhou uma segunda edição, com expansão, em 2017.

Dragon Punch

Desde que a Miniature Market começou com o frete Fedex e ficou mais fácil e também passou a compensar mais trazer jogos pequenos para o Brasil, eu fico lá buscando páginas a fio por jogos para comprar. Dragon Punch é um pocket game que eu comprei numa dessas. É sério, o jogo é menor que uma carteira. O jogo é um 1×1 legalzinho, com gestão de mão, programação de ação e, pasmem, mesmo com apenas 17 cartas, ele consegue contar com poderes variados. É bem interessante e tem uma coisa meio “Bloodborne”, onde você só recupera as cartas que usou depois de jogar uma carta específica.

Todas as cartas têm dois efeitos, um mais fraco (branco), um mais forte (vermelho). Você só pode usar o efeito mais forte se você transformar aquela carta ao levar um dano. Cartas brancas são pontos de vida, quando você leva um dano, você escolhe uma carta branca para virar em sua mão e ela deixa de ser um ponto de vida para se tornar uma carta mais eficiente em combate. os personagens fazem o jogo ter uma pegada assimétrica legal, mas não o suficiente pra dar um rejogabilidade imensa. Pelo preço, pelo tamanho e pela proposta, um bom jogo.

Roll Player

Esse eu joguei em dois jogadores, com um desconhecido, meio que entendendo as regras enquanto jogávamos. A promessa era de um jogo dinâmico, com uma saladinha de pontos. Em Roll Player os jogadores estão tentando montar a ficha de seus personagens em um RPG e é essa ficha que vai fazer você pontuar.

O jogo é bem legal, flui muito bem em 2, mas me pareceu que duraria um pouco mais que o desejado em 4 jogadores. É um jogo legal, com escolhas significativas, que eu talvez pegue para a coleção quando for lançado no Brasil, pela Mandala.

Switching Tracks

Jogo de trem, totalmente desconhecido para mim. Joguei com outras 3 pessoas e curti bastante. É um pick-up and deliver bem feito, bem amarradinho, onde você tem que pegar produtos e entregar em cidades que demandam aquele produto usando seu trem. Mas você tem que fazer isso ao mesmo tempo que aumenta sua tecnologia para conseguir melhorar ainda mais seus movimentos, num engine building bem legal. O jogo começa devagar, com algum AP indesejado, mas logo escala e cada jogador consegue fazer mais e mais em sua rodada. Uma surpresa absoluta que foi muito bem-vinda.

Clans of Caledonia

Não é segredo que jogos longos e densos não são meu pé de meia. Porém, Clans of Caledonia me surpreendeu muito positivamente e virou um must have pra mim. O jogo mistura diversos mecanismos e dinâmicas já vistos por aí e realmente lembra um pouco Terra Mystica, porém, é suficientemente diferente. O jogo tem poderes individuais mais simples, que deixam mais clara a estratégia a ser seguida por cada clã. O mercado funciona perfeitamente bem e, por vezes, descuidando dali você perde o jogo. Ele é um eurão de respeito, mas bastante streamlined, ele é elegante, mesmo sendo complexo e, para mim, funcionou mais que o Terra Mystica.

Adorei e já quero em minha coleção.

Ricochet Robots

Muita gente por aí sabe e quase todas essas pessoas que sabem também ficam um pouco curiosas do porquê disso, mas Ricochet Robots é meu Top 1. Tá certo, meus tops são bastante voláteis e não dizem muito sobre os jogos em si, mas Ricochet é, sem dúvida alguma, um dos jogos mais incríveis que eu já joguei. “É uma atividade matemática, não um jogo”, alguns diriam, com alguma razão, mas Ricochet é um jogo, sim e me proporciona momentos inacreditáveis de diversão. Jogão, um clássico e que eu recomendo demais para quem adorava os desafios das montanhas de gelo nos jogos do Pokémon de Gameboy, onde o seu personagem escorregava até a próxima barreira e você deveria descobrir como tirá-lo de lá. É a mesma coisa, mas com tempo e multiplayer.

Deep Sea Adventure

Push Your Luck com Roll and Move.

Apesar da premissa interessante, de todos os jogadores afetarem uns aos outros em um jogo de push your luck, Deep Sea Adventure não entregou a experiência satisfatória que eu esperava. O jogo parece um tanto quanto scriptado em alguns momentos e matemático demais para um push your luck.

É interessante, mas vai sair da coleção.

Telma

Telmaneime. Sim, é por isso que o jogo chama “Telma”. Nele, no melhor estilo Snorta, jogadores que jogarem cartas coincidentes na mesa devem lembrar o nome do adversário e dizê-lo em alto e bom som o mais rápido possível. É um party game fantástico, que proporciona MUITAS risadas e momentos épicos. Se eu tivesse conhecido antes da lista de Fillers Épicos, ele estaria lá, sem sombra de dúvidas. O único porém é que o jogo pode ficar longo demais, mas se jogar as três rodadas que o jogo propõe não for do seu agrado, jogue menos e se divirta. Must Have de designers brasileiros. Um twist muito legal no clássico Snorta!.

Ticket to Ride Map Collection: Volume 5 – United Kingdom & Pennsylvania

Ticket to Ride é a minha série favorita de jogos de tabuleiro. Eu gosto de todos. Até hoje, o que menos gostei foi o Europa, mas ainda assim eu gosto. Essa coleção de mapas que joguei reúne dois novos mapas, cada um com uma variação importante nas regras do jogo, Pennsylvania e United Kingdom. No mês de janeiro eu joguei o Pennsylvania, portanto é dele que vou falar. Em fevereiro eu joguei o United Kingdom, mas desse eu falo no post sobre fevereiro.

O Ticket to Ride Pennsylvania se tornou, rapidamente, o jogo que eu mais gosto de toda a série Ticket to Ride. A grande mudança na jogabilidade é que, além dos objetivos e da construção das rotas, foi incluído no jogo um sistema de Stock market que também faz parte da pontuação final. A grande questão é que esse stock market foi tão bem introduzido no jogo que ele não chega nem a ficar mais complexo durante o gameplay, só ganha mais uma camada de profundidade estratégica, mantendo o jogo familiar como deve ser e trazendo novos e excelentes ares ao que já funcionava anteriormente. A cada construção de rota que você faz, você pode comprar uma ação de uma das companhias indicadas por aquela rota. No final do jogo, quem tiver ações daquela companhia pontua de acordo com o que cada uma das companhias diz.

Excelente mapa, até agora o melhor dentre os que já joguei.

Química Maluca

Wrong Chemestry foi um jogo que me surpreendeu positivamente. Eu não dava muito pelo jogo, mas, depois que joguei, encontrei ali algo que a capa não mostra (nunca julgue um jogo pela capa): um jogo queima-mufa de pontos de ação, muito interessante. Não é um JOGAÇO indispensável pra qualquer coleção, mas se você curte uma pegada abstrada e a mecânica de pontos de ação, vai fundo. No jogo você está tentando montar moléculas e pontuar aqueles padrões, mas os jogadores partilham a mesma molécula, e o que um faz em seu turno pode te ajudar ou te atrapalhar a alcançar seu objetivo. Bem legal, vai continuar na coleção, ao menos por enquanto.

Strawberry Ninja

A Strawberry Games é uma empresa dinamarquesa que é marcada por jogos muito pequenos. O mais famoso deles talvez seja o 3 wishes. Strawberry Ninja é mais um jogo minúsculo da editora, com uma produção excelente. de 1 a 4 jogadores, pode ser um passatempo legal, porém, é simples demais, pouco profundo para um jogo de caçada, como este. Na caixa diz 1 a 4 jogadores mas eu acredito que o jogo não funciona bem com mais de 2. Ele é um jogo solo que, com 2 jogadores, pode ter um espaço pra discussão. Uma partida rápida onde você caça um Morango-ninja com uma raposa. É um jogo bem ok, não seguirá na coleção.

Melvin Vs. Kronk

Melvin Vs. Kronk é mais um jogo de minha autoria. Ele ainda não foi lançado mas será no Diversão Offline de São Paulo, no dia 10 de março. Ele é um jogo que utiliza a mecânica de reconhecimento de padrão e também utiliza de destreza. Cada jogador abre um carta na mesa por vez, quando duas cartas coincidirem, todos devem bater no centro da mesa. O jogador que o fizer mais rapidamente leva todas as cartas abertas e também pode pegar duas cartas de pontuação do centro da mesa, escolher uma para si e entregar a outra para outro jogador.

É um jogo de 15 minutos, para 3 a 8 jogadores, que garante bastante risada, mas eu sou suspeito pra falar.

Big Two

Tô falando do jogo conhecido nas Minas Gerais como “Poker Chinês”. O jogo tem um bocado de Tichu e é jogado com um baralho convencional. É um jogo de climbing onde se utiliza os jogos de poker e o objetivo é descartar todas as cartas de sua mão. Cada carta em sua mão que sobrar ao final da rodada vale um ponto. ao final do jogo, o jogador com a menor pontuação leva.

Esse jogo é incrível e tem uma entry no BGG sob a alcunha de “Big Two”. É um jogo que jogo desde 2007, com a mesma galera, e é uma das diversões favoritas. Muito bom.

Aproveito para lembrar que em uma caixa de baralho tem muitos bons jogos, que merecem sempre serem lembrados e jogados, portanto, faço uma campanha para que o baralho convencional não seja subvalorizado no meio, porque ele proporciona momentos incríveis.

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *