Skip to content

Viu Mesa | Favelas

Chris Bryan (autor)

Durante os últimos meses, Favelas, jogo de Chris Bryan, lançado pela Wizkids, deu o que falar desde a sua divulgação. O tema, bastante original, chamou a atenção de muita gente, que criticou a escolha do designer e da Wizkids por diversos fatores.

Sabendo que era um filler, tile placemente com bastante puzzle e um tema original, eu não tive opção: corri atrás do jogo na Spiel 17, em Essen. Só consegui pegar minha cópia no domingo, mas consegui jogar duas partidas no dia. Uma contra mim mesmo, para conhecer as regras, outra com um japonês muito gente boa chamado Souya Naito e com a Flávia, da Redbox Editora.

Caixa do jogo

O jogo é justinho, muito bem feito, e tem sacadas bem legais. A ideia? Você quer deixar “sua favela” mais bonita, cobrindo-a com as cores mais valorizadas do momento. O jogo se passa em “3 anos”, 3 rodadas do jogo, e você tem que batalhar para pontuar o máximo ao final de cada um dos anos, buscando uma pontuação final maior que a dos outros jogadores.

Cada cor tem o seu valor mostrado por um dado daquela mesma cor, que fica exposto no tabuleiro central. Ao final de cada ano, o jogador que obtiver a maioria de casas daquela cor em sua própria favela pontua o valor do dado correspondente àquela cor. Durante o jogo, os jogadores vão tentar manejar suas jogadas para manipular os dados da melhor maneira, enquanto ainda tentam ganhar a maioria dessa ou daquela cor.

O jogo te impõe algumas decisões interessantes, como você forçar uma pontuação alta em um ano, atrapalhando a organização da sua favela para o próximo ano, o que pode custar o jogo, ou fazê-lo ganhar. Ele tem também decisões bem significativas na hora de manipular os dados que pontuam as cores. Ele faz isso tudo com uma favela de tamanho bem limitado, com apenas 9 casas e 5 cores diferentes. Às vezes o tabuleiro parece pequeno demais para comportar tantas cores. Abrir mão de uma disputa pela maioria em uma cor ou outra é sempre uma escolha difícil.

Favelas, apesar de polêmico antes do seu lançamento, me parece ter tratado de seu tema com respeito, leveza e dentro de um jogo interessante e bonito. Não me parece ofensivo, nem mesmo depreciativo. É um filler gostoso de jogar, bastante estratégico, mas com aquela sensação de se estar fazendo uma viagem tranquila, curtindo o caminho. Um filler excelente para eurogamers que gostam de interação.

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *